
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
Sobre histórias, acho que nessa idade [2 anos] é mais legal histórias mais curtas (como Contos de Fadas, Lendas indígenas, etc). Na escola da minha filha [pedagogia Waldorf], onde levam super a sério a importância das histórias na formação das crianças, eles só começam a ler histórias mais compridas, que duram vários dias, na primeira série. Eu já lia Sítio do Picapau Amarelo desde o ano passado, mas ela que pediu e tinha mais de 6 anos. Ah, quando era mais nova queria que eu lesse Alice no País das Maravilhas porque tem o livro, só que era um saco: todo santo dia eu lia o primeiro capítulo, pois as crianças querem ouvir sempre a mesma coisa pra "resolver" a história... mas aí é assunto para as mães-psicólogas.
(Surya)
Minha teoria, e de muitas outras pessoas, na esteira do Bruno Bethelheim, é que por mais punks que os contos de fadas sejam eles atendem a uma necessidade inconsciente do ser humano e são necessários às crianças para que elas possam resolver seus conflitos psicológicos a contento e que vocês não precisem me pagar depois pra fazer isso, hahaha
A morte nos contos de fadas prepara as crianças para as perdas que certamente elas vão ter pela vida e ajudam a superar a raiva que eles sentem de gente real, assim, em vez de puxar o rabo do gato eles leêm de novo que o lobo mau caiu na panela de água fervendo.
***
É exatamente isso [que as crianças precisam], entrar na dimensão da fantasia. Responda honestamente, se o autor disser que morreu, você fala morreu (com todas as letras, nada de "está no céu, viajou") se não disser nada, você diz que o autor não conta.
Pode ser que ele esteja lhe testando, vendo se você apóia a historia ou não.
Aliás, isso é importantíssimo pro efeito psicanalítico da história, o apoio que você dá a ela. Se você conta, se conta igual, com todos os detalhes, quer dizer que você apóia a história e a solução que ela possa trazer pra sua criança. Então PARA DE DOURAR A PÍLULA, senão [seu filho] vai fazer picadinho de você.
(Mani)
No teatro com as crianças pequenas
Já é a terceira vez que vamos ao teatro, mas essa última, por inúmeros motivos, me fez pensar num monte de coisas que eu não sabia e em outras de que eu já sabia, mas espero continuar me lembrando:
1) Colocar fralda noturna ou trocar a criança logo no início do espetáculo. (A Cecília fez xixi no meu colo de tal forma que eu é que parecia a autora da bagunça.)
2) Levar mais biscoitos, pães de queijos e outros belisquetes que misteriosamente entretêm crianças entediadas. (Levei 2 pães de queijo, mas acabou rapidinho.)
3) Não ficar decepcionada se seu filho não quiser ver o espetáculo todo só porque você pagou x reais no ingresso.(A mãe da frente amarrou o filho dela nos braços porque ele queria ficar de costas pro palco, mandando beijo pra Cecília.)
4) Sentar nas pontas das fileiras para não atrapalhar todo mundo, se você tiver de trocar fralda, tomar água e/ou vento, ou sair por qualquer outro motivo de força maior.
5) Sentar no fundo, pois os pequenos podem ter medo de ficar muito perto dos personagens (sem falar que você pode ser vítima do teatro interativo, uma moda super constrangedora que nunca passa.)
6) Sair com o filho se ele surtar de medo ou tédio. Outras crianças querem assistir e os atores precisam se concentrar.
7) Impedir que as crianças subam no palco. Pelo menos durante a peça. (Acontece, juro!)
8) Limpar a sujeira que a criança fizer no chão do teatro. (Por causa disso, vários teatros já estão impedindo a entrada com pipocas, refrigerantes e outros alimentos. Uma pena!)
9) Não se sentar na frente de um pequenino tampando toda a visão dele.
Normalmente, teatro é programa a partir de 3 anos, quando a criança já consegue se concentrar por 1 hora. Mas isso é relativo. Tem crianças menorzinhas que adoram, sobretudo as peças com muitas cores e músicas. Bonecos também são um sucesso.
(Cibele)
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