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Sexta-feira, Janeiro 28, 2005

Amamentação e desmame

Eu tive rachaduras horríveis no bico, dessas de morder travesseiro. Pra mim, o que resolveu foi babosa. Dá um trabalhinho e é meio melequento, mas em 2 dias vc vai ser outra mulher...
Compra na feira uma folha de babosa, em casa você descasca, vai sair uma gosma. O que você precisa é do miolo, é uma "carninha" transparente, guarda na geladeira num potinho e vai colocando pedacinhos no bico do peito. Põe por dentro do sutiã mesmo e deixa lá, dá o maior alívio, cicatriza rapidinho e não abre mais! Pode acreditar que funciona!

(Dedéia)

Eu resolvi pegando um solzinho nos bicos dos peitos, uns cinco minutinhos por dia, e lembrando de secá-los 'ao vento' depois de cada mamada.

(Dani K)

Horários x livre demanda

Nunca impus horários, nem acordei a cria para mamar. Se dormia, era porque estava em paz, sem fome.
Na minha cabeça ou era dedicação total à causa ou não faria sentido pra mim. Até porque ninguém sabe o quanto que a criança mama, seja em 10 ou em 40 minutos. Na dúvida, peito! Prende muito, mas é muito gostoso. E se a gente olhar com a devida distância, é tão rápido, passa tão rápido, né não?...

(Petita)

Desmame

A minha opinião pessoal (e acho que a da maioria daqui) é que o desmame é um processo seu e do seu filho. Só você pode saber quando está "na hora" de desmamá-lo. Tem gente que desmama aos 6 meses porque já curtiu a experiência, já cumpriu um prazo "de praxe" e está a fim de mais liberdade. Tem gente que amamenta até os 2 anos porque curte o momento, o vínculo com o filhoe não quer largar. Pra mim, se você decidiu, se está feliz e tranqüila com a decisão, isso é o que importa. Acho um saco médico querer se meter nessa história, porque não tem ninguém que ouse dizer que vai fazer mal ao seu filho se ele mamar mais. Aliás, até tem, né?

(Dedéia)

Há um mês voltei a trabalhar, com Miguel com dois meses e meio. Achei relax pois podia levar ele comigo e amamentar lá. Porém, ele não se adaptou a essa nova rotina e perdeu a pega, sei lá, não conseguia mamar e começou a emagrecer... No auge do desespero, dei uma mamadeira de complemento para ele e vê-lo mamar foi um alívio. A pediatra dele falou para eu continuar com o complemento para interromper o "ciclo": ele sem mamar, com fome, ficando estressado, mamando menos ainda. Só que a esta altura minha produção tinha caído muito e comecei a ver meu sonho de amamentar indo pelo ralo.
Corri atrás e decobri, fuçando a internet, o Dr.Marcus Renato de Carvalho (www.aleitamento.com), um pediatra fofo especializado em amamentação. Fomos lá. Ele disse que eu tinha leite à beça (só de ouvir, minha produção subiu!)e mandou cortar o complemento pois Miguel tinha engordado muito em pouco tempo. E falou para voltarmos em 1 semana.
Voltamos e Miguel tinha engordado quase nada. Conversamos e dr. Marcus percebeu que o problema todo era mesmo o meu trabalho que estava me sobrecarregando de todas as formas, afetando a produção, e estressando Miguel também pois o teatro onde ensaiamos é longe da minha casa (quase uma hora de carro)e ficamos muitas horas lá dentro. Ele perguntou se eu não podia adiar o retorno ao batente. Expliquei que não, ainda mais naquela semana, pois o diretor estava ausente e eu estava com o elenco nas minhas mãos (sou assistente de direção). Ele sugeriu então "entregar os anéis para não perder os dedos" e dar um pouco de complemento mas através de uma sonda que vai ao bico do seio e o bebê mama o complemento estimulando sua produção. Chama-se "relactação" este método, creio eu. É muito bacana.
Voltamos lá depois de outra semana e tudo certo, Miguel tinha engordado (até um pouco demais novamente!) e minha produção estava se restabelecendo. Ao que Dr. Marcus sugeriu antecipar um pouco a papinha pro Miguel. À princípio não entendi porque ele fez isso. Depois percebi que o problema é mesmo o Miguel ir comigo para o teatro. É realmente estressante para um bebezinho de 3m enfrentar diariamente tanto trânsito e ficar tantas horas num ambiente fechado e estranho. Dr. Marcus, com a papinha, estava querendo me dar "autonomia de vôo", já que, além de eu ainda não consegir tirar leite suficiente para deixar para o bebê enquanto estiver fora, Miguel não se adaptou a copinho, conta-gotas, colherinha, nada, só mamadeira e o Dr. Marcus diz que, no caso dele, a confusão de bicos pode ser um problema a mais. Quando eu disse que consegui esta semana off work, Dr. Marcus falou para, claro, eu amamentar exclusivamente, sem papinhas nem nada. Estou fazendo isso e está sendo um deleite :o) Ainda uso a sonda bem de vez em quando pois a produção ainda não está 100%.

(Maíra)

Amore, se você quer continuar a amamentar, não deixe que nada nem ninguém te desanime, há formas de continuar amamentando, de estimular a sua produção de leite. Você tentou o copinho com válvula? A mamadeira, apesar de opiniões contrárias, é um risco enorme à amamentação no peito.Você vai ouvir várias mães dizerem que os filhos continuaram a mamar no peito apesar da mamadeira. As estatísticas são de que pra cada um que fica, cinco largam.É mais fácil, mas os benefícios do peito são infinitamente superiores.
Lá no Mulheres de Peito a gente se dedica exclusivamente a isso, ajudar a amamentar. A gente pode te ensinar massagens, banhos para estimular a produção de leite, mas o essencial, agora que você teve uma folga, é tentar acostumar ele a pegar o copinho com o seu leite, pra organizar sua volta ao trampo. Ninguém vai te sugerir largar o trabalho nem sua profissão, mas sim encontrar uma fórmula alternativa que não prejudique sua vida como um todo, afinal, esse é um momento crucial na vida do seu baby, que não vai voltar mais, é preciso que você curta tranquila, sem estresse.

***
Desmame (quando o bebê dorme no peito): a melhor coisa é fazer o desmame progressivo, ou seja primeiro tirar as mamadas do dia, depois as da noite e só depois tirar o "nana-nene". É ótimo que ele não tenha pego mamadeira porque ela é substituto, o bebê não vai se apegar a um copo, né? Geralmente bebê de mamadeira tem que fazer um segundo desmame.

***
A Sonia Hirsh sempre diz, se o leite da mãe não tem valor, muito menos o da vaca, né? Se é pra dar leite, que seja o da mãe, ora!

***
Dicas de amamentação: clique aqui.


(Mani)

idealizado por
5:03 PM


Quinta-feira, Janeiro 27, 2005

Aftas/estomatite

"Não há medicação específica, pois na maioria das vezes as aftas são provocadas por vírus. O máximo que se pode fazer é pulverizá-las com um pouco de bicarbonato de sódio e anestesina. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, os laxantes não só não resolvem o problema como deixam a criança, que já esta comendo pouco, ainda mais enfraquecida. A mãe não deve forçar o doente a comer, mas oferecer-lhe líquidos frios e alimentos gelados, como sorvetes. Os líquidos ácidos e os alimentos muito salgados aumentam a dor. Se as aftas persistirem por mais se uma semana, será necessário consultar o médico."

(Tatiana)

A pediatra falou que é uma das doenças que mais preocupa, porque a criança perde muito peso. É o desconforto de comer, beber, que é muito grande mesmo.
A gente tirou totalmente o sal e evitamos coisas ácidas, tenta pensar em tudo que arde - isso é o que a criança vai ter mais dificuldade para ingerir.
Ô doença triste, que não é tão grave mas dá um trabalho louco.
Pelo que me lembro, a fase aguda dura uns três dias, depois começa a melhorar, mas até todas as aftas sumirem demora bem uns dez dias. Febre alta não é coincidência não, faz parte do quadro da estomatite mesmo, e some também em uns três ou quatro dias.

PS - ah, é, Tati, bem pensado: sorvete descia muito bem. E iogurte, Danoninho, ele passou dias comendo só isso.

(Monix)

idealizado por
10:44 AM


Sábado, Janeiro 22, 2005

Florais de Bach

http://www.geocities.com/HotSprings/Spa/6327/
Esse é o melhor link de florais que eu já achei (olha que de vez em quando eu dou umas pesquisadas boas), só que eles precisam da Laura: o layout é uóóóóóóó.
Mas o conteúdo é supercompleto, tem todas as linhas de florais, com um resumo bem bacana de cada essência. E tem estudo de casos, se você se aventurar a ler tudo, fica quase uma expert.

(Ju Sampaio)

idealizado por
9:24 AM


Quinta-feira, Janeiro 20, 2005

Desfralde

Quando começamos a tirar a fralda da Rita ela ficou extremamente agressiva, mordia uns 3 coleguinhas por dia. Era assim durante os 10 dias que demorou... Segundo o pessoal da escola, isso é comum porque a criança precisa aprender a se controlar. Faz tanto esforço de um lado, que sobra pra outro lado.
A da noite ela também quis tirar na seqüência: "mamãe, eu não uso mais falda!".

(Flávia)

Fraldas e troninho

Eu sou mó preguiçosa do pedaço, razão pela qual morri de preguiça de tirar fraldas.Aquele negócio de sair pela casa catando caquinha... Bom, mas Deus não dá asa a cobra, razão pela qual meus filhos, mal aprenderam a segurar e puxar alguma coisa demonstraram enorme predileção por...fraldas, claro.
Nenhum dos dois era chegado a ficar com fralda, principalmente em casa. Como vocês podem ver aqui, com um ano certas pessoas já conseguiam deixar as fraldas penduradas, parecendo enormes. Não eram, ele era enorme.
Bom, no momento em que fui obrigada a encarar a dura realidade de que meu lindo filho não gostava de fraldas, tentei as cuecas e shorts, primeiro os dois depois um e outro. Não dava certo. Ele vestia, sujava, tirava e deixava pelo meio da casa, fralda ou short e caquinha.
Bom, aí foi que eu aprendi o método Tchau Cocô, já amplamente difundido mas nunca suficientemente lembrado, facilitando amplamente o trato com a segunda filha e sobrinhos posteriores.

Tchau Cocô
Os bebezinhos vêm ao mundo instintos e sentimentos somente.Aqui eles aprendem a se relacionar com uma variada quantidade de regras e procedimentos que muitas vezes são conflitantes com sua natureza.No começo eles só querem comer, dormir, e...fazer cocô e xixi.Como necessidades básicas instintivas de todos os animais, isso lhes dá muito prazer.
É! PRAZER!!
Se a mãe e o pai encaram aquele produto, que tanto prazer lhe deu para fazer, com desprezo e até com asco, isso pode causar no bebezinho uma dificuldade em deixá-lo sair, em separar-se dele. A pressão também para que ele o faça num lugar onde a água vai levá-lo para onde nunca mais vai vê-lo, o seu querido cocô, pode fazer com que fique agressivo e arredio.
Primeira questão: as fraldas descartáveis. Nenhuma mãe em sã consciência é capaz de negar o avanço que foi a invenção das fraldas descartáveis na vida moderna. Eu ainda peguei fraldas que as fitas adesivas só colavam uma vez, sem elástico e com desenhos não tão "anatômicos", que às vezes vazavam. Mas nem com toda a minha preferência pelos ecologicamente corretos eu fui capaz de abrir mão das descartáveis.
Usei muita fralda de pano, acho que são legais em casa, se você está com tempo, tranqüila, se tem gente pra lhe ajudar. É legal o contato do algodão na pele, que respira melhor. Mas pra sair, dormir, nem pensar.
O problema com as fraldas descartáveis é que ficou muito fácil. O bebê não sabe que tá molhado, não pede pra tirar a fralda, demora a descobrir que precisa controlar o esfíncter (o cocô), pior ainda a bexiga.
Ah, mas meu filho pediu, vocês viram. É claro, eu estou generalizando. Muitas crianças entram logo nesse processo, é muuuuuuito variável. Mas eu tenho a teoria de que esse é o primeiro passo na direção de adultos infantilizados e irresponsáveis, que se recusam a deixar a adolescência.

Ai, Mani de Deus, vou jogar as fraldas descartáveis fora, que veneno é esse, pior que coca-cola?

Calma, muierada, não é pra tanto!

Só não faça da fralda descartável uma arma, a vítima pode ser você.

Solução: tire as fraldas de vez em quando, deixe o ventinho bater "nas partes", guarde os tapetes e relaxe, de vez em quando. (Não vale pra quem tem carpete em casa)
Sabe que tem gente que leva criança pra praia de fralda? Isso é pecado!
Bom, se isso virar um hábito saudável e você conseguir conviver com o fato de que o seu filhote faz cocô (coisa que as fraldas descartáveis também nos ajudaram a esquecer), vem a segunda parte, sua atitude em relação ao dito-cujo.
Bom, os bebês têm prazer em fazer cocô, você já sabe. Fazer cocô é essencial para a vida saudável do seu filho, certo?
Então pare de fazer cara de tragédia quando isso acontece! Alegre-se! Pense:"Mais um dia sem prisão de ventre, mais um dia sem diarréia."
Não precisa fazer carnaval (tem gente que faz, tem musiquinha do cocô e tudo, mas aí eu já acho um certo exagero), mas uma certa alegria, um "Muito Bem", ou "Parabéns" já dão.
Nada de torcer o nariz e chamar de fedorento.
A partir do momento que o seu bebezinho já anda ele é capaz de acompanhar o seu produto, ver para onde se leva a sua obra prima, que tanto trabalho deu pra fazer. Acompanhe-o até o banheiro, jogue o cocô no vaso e diga, "Agora, o cocô vai embora, tchau, cocô". No começo você puxa a descarga, depois deixe que ele o faça. Mande dar tchau, brinque, e fique olhando até o cocô sumir.

Segunda etapa: o troninho

Eu sou favorável ao peniquinho.O assento do vaso tem algumas desvantagens. A primeira é que é um momento que requer confiança, pra isso é bom que os pés estejam firmes no chão e o trono seja apropriado ao tamanho do "rei". No peniquinho ele também controla o seu "produto", sem medo que fuja e não tem aquela sensação de que ele pode ir junto com o produto pelo ralo. Sem falar que depois o ritual fica mais ritual, mesmo, levar pro banheiro, jogar, dar tchau, dar descarga.
Finalmente, não faça pressão. Deixe o tempo dele, a segurança, o amadurecimento fazer o trabalho.
A fralda da noite já é outra história.E tem outras experiências.

(Mani)

idealizado por
12:42 PM


Terça-feira, Janeiro 18, 2005

Catapora

Ops, catapora é comigo mesmo. A Rita (3,5) pegou há 2 semanas e a Cecilia (10m) está agora.
O médico receitou uma homeopatia (Rhus Tox) pomada (Nebacetin), pode passar maisena para aliviar, em casos extremos Polaramine (anti-histamínico).
Eu ainda incrementei e congelei saquinhos de ketchup, daqueles de delivery, para colocar nas bolinhas que coçam muito.

(Flávia SP)

Permanganato faz mal, está proibido. Usem álcool canforado ou tanchagem (é uma planta, conhecida também como trançagem, as folhas dela são trançadas, tem uma certa semelhança com o trigo). É ótima pra coceira e cicatrização. Você encontra em loja de produto natural ou em feiras livres, nas barracas de folhas pra chás (não sei como é em S. Paulo, aqui tem muitas). Faça o chá e dê banho nela com o chá. Pode inclusive não enxugar, deixar secar naturalmente, é bom.

(Mani)

idealizado por
5:35 PM


Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

Largando a chupeta

Restringir o uso, horário/local, tipo: "só pode chupar lá no quarto, antes de dormir".
Não levar a chupeta nos outros locais da casa e nem nos passeios, "porque pode sujar".
Fazer um buraquinho minúsculo, que você aumenta todo dia, até a própria criança achar ruim o uso e deixar de lado.
Quando as meninas mordiam a chupeta, eu falei que quem mordesse não iria ganhar outra, já que "as chupetas estavam em falta nas farmácias.
Espero que ajude!

(Alê)
beijocas a todas :))

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11:32 AM


Quinta-feira, Janeiro 13, 2005

Molusco

Pelo que me explicaram, é uma bactéria (ou será que é vírus?!? Ih... agora não lembro mais...) que dá umas bolinhas na pele, tipo millium. É inofensivo mas vai-se espalhando e é contagioso. Só dá em criança, pela imaturidade do sistema imunológico.
A homeopata da Joana não se preocupava muito e eu confesso que só passei a me preocupar quando via a cara das pessoas intrigadas com as bolinhas na pele da Joana. Além de se espalharem, crescem e algumas ficam com um aspecto mais esquisitão, meio bolha.
A retirada pode ser feita espremendo como quem espreme uma espinha. A bolinha fica bem superficial, acima do nível da pele, mas tem de espremer até o final para retirar tudo. No início a Joana deixava, mas depois deixou de deixar. A operação a que acabei submetendo a Joana é a retirada das bolinhas. Como temos uma grande amiga que é dermatologista, fui lá com ela. Uma hora antes do procedimento passa-se uma pomada anestésica (ENLA) em todas e cobre-se com um esparadrapo próprio que vem junto com a pomada. A dermatologista usa um instrumento que parece uma mini-colher com um furo no meio (não lembro do nome) para ir raspando a bolinha até tirar tudo.
Como a Joana tinha bastantes, ficou toda raladinha, em umas mais que em outras, mas não se queixou nadinha.

(Petita)



Molusco Contagioso
O que é?
O molusco contagioso é uma doença viral causada pelo maior vírus causador de infecção humana. A transmissão da doença se dá pelo contato direto com pessoas contaminadas. Atinge preferencialmente as crianças, faixa etária na qual é muito frequente, mas também pode atingir adultos principalmente em áreas de pele mais fina.
Manifestações clínicas
As lesões do molusco contagioso são pequenas, elevadas, hemisféricas, da cor da pele, com aspecto translúcido e apresentando umbilicação central. Podem estar isoladas (mais comum) ou se agrupar. O tamanho das lesões pode variar de puntiformes a cerca de 5 mm de diâmetro.
Em algumas crianças o molusco contagioso se dissemina rapidamente chegando a centenas de lesões. Atingem principalmente o tronco e a raiz dos membros. As lesões são geralmente assintomáticas, mas pode haver prurido (coceira) discreto.
Tratamento
O tratamento consiste na destruição das lesões que pode ser feita através da eletrocoagulação, crioterapia, curetagem, cauterização química ou expressão manual. Quando curetada ou retirada através da expressão manual, elimina uma substância semelhante a uma "massa" de cor esbranquiçada.
Deve-se iniciar o tratamento quando surgem as primeiras lesões, evitando a disseminação que ocorre em alguns casos quando pode ser necessária a internação para realizar o tratamento sob anestesia, devido ao incômodo causado pelos métodos de remoção.

*******

É difícil pra mim dar receita de remédio porque a homeopatia da Bahia é diferente, tem outros nomes. Pomada de thuya amarela é o que a homeopatia aqui usa. Também pode usar a parte de dentro da casca da banana e passar no lugar.
A alopatia aconselha a "remoção" o que, eu acho, é doloroso e desnecessário, além de não adiantar, na maioria das vezes volta.

(Mani)

Fiz de um tudo até que segui o conselho do Dr. Betarello que é homeopata, espremi... Well... Dá trabalho, né, porque incomoda um pouco, mas segundo o Enzo (3 anos) não dói muito, aquela meleca sai como um cravo. Eu passo Dactarim líquido e no dia seguinte, quando já está sequinho, eu espremo. O Dr. Betarello disse que com homeopatia é tiro e queda mas eu estava sem grana para levar meu baby lá, segui a dica dele e deu certo. Não custa tentar né?

(Nanda Gama)

idealizado por
5:32 PM

Questões de gênero

Meninos: que pode ou não pode? Meninos brincando com brinquedos "de meninas" (os pais na loja: isso não, cara, isso é de menina. Esse aí é que é de homem). Meninos sensíveis. Meninos não-machos. Meninos usando rosa. Meninos mulezinha.
Já deu pra entender? Muitas motherns aqui têm filhos-homens. Como lidam com isso?
É que as limitadas já fomos nós, mulheres. Eu sinto que hoje em dia, os limitados são os meninos, que têm muito mais restrições do que as meninas.
Ah, tem uma coisa que eu acho hilária: homem pode usar uma camisa rosa clarinha, fica lindo. Menino está terminantemente proibido. Geralmente é assim, não é?
Menina pode jogar futebol, bola de gude, tudo o que quiser. Menino tem de passar longe de bonecas, balé, etc.
Menina pode ser o Harry Potter da brincadeira. Menino NÃO PODE SER Hermionne.
Não estou dizendo que seja 100% assim, mas vocês devem saber tão bem quanto eu que essa costuma ser a regra.

(Petita)


Se os meninos (ou meninas) serão homossexuais independe do quanto brincaram de casinha, vestiram roupa de mulher ou até descobriram a sexualidade de forma homossexual.
A sexualidade ninguém escolhe nem determina a do outro, nem com repressão nem com psicologia. Então proibir o menino de brincar de coisas de mulezinha, no máximo vai atrasar a descoberta do seu papel sexual ou criar um trauma que o impedirá de ser feliz .Porque se ele é homossexual, é. Não se torna pela maneira de brincar.

(Mani)

Atualmente é mais difícil ser mãe de menino que de menina. Porque, apesar do surgimento do feminismo, o machismo não sumiu.
Olha, eu escuto muitas besteiras por criar o Pipa com minha mãe. Que ele vai ser "bichinha", afeminado, fresco e tals. Eu simplesmente ignoro. O Pipa tem uma boneca que herdou de mim, a Felipa, ele leva pra escola, cuida dela, brincamos de casinha, normal.
Se ele for heterossexual será melhor que entenda e conheça bem o universo feminino, não?
Independente da preferência sexual dele no futuro, quero ter um homem sensível. (aliás, meu pai uma vez disse que queria que morássemos com ele, porque ele "corria o risco de enviadar", ai, eu odeio estes termos, sabe o que eu disse? " Eu prefiro um filho gay decente, do que um hetero que bate em mulher -isso foi ofensa direta, porque meu pai já fez muito isso.:)

(Giu)

Eu acho o seguinte: as brincadeiras são as simulações que as crianças fazem para experimentar, para viver situações, para conhecerem e, mais tarde, escolherem. Todas nós reclamamos de aspectos trogloditas dos homens com quem nos relacionamos. Todas, aposto, adoraríamos que os nossos homens fossem mais safos na casa, no trato com os filhos, nas responsas com os babies etc. Mas só nós, mulheres, temos o direito de "treinar" essa vivência brincando de ter filhos, de fazer comidinhas, de ninar, dar beijinhos. Nós podemos ficar no colo, podemos usar bermudão com tênis de skate que isso já é féchion. Podemos gostar ou não de bonecas.
Agora pensem bem. Tem coisa mais bonita, apetitosa, chamativa que uma boneca? As cores, as formas, os sorrisos... fala sério, bem mais atraente que um power ranger ou algum outro monstro daqueles que é suposto os nossos meninos gostarem só porque é coisa de menino!

(Petita)

A Bia passou por uma fase assim há pouco tempo, de vez em quando ainda brinca assim: "mãe, eu sou um menino, tá"? Aí ela brinca, corre, chuta a bola e vem o principal: segura a calça e fala "vou fazer xixi com pipi". Nossa! O pai ficava uma fera, mandava parar.
Achei melhor deixar ela brincar, mas às vezes falava: "Bia, mas você é menina"! E ela na hora já falava: "eu sei mãe, é só brincadeira."

(Simone)

Simone, isso é bem normal, é que nem imitar a mãe, ou a professora. Deve ser estimulado, porque ela está resolvendo os conflitos de um jeito que os adultos levam anos de análise pra conseguir: representando.
Aliás, as brincadeiras das crianças não devem ser reprimidas, a não ser quando perigosas ou se prejudicarem alguém. É através dessas brincadeiras que a gente descobre o conflito interior. O que você pode é entrar na brincadeira e perguntar se ela gosta de ser menino, se é melhor que ser menina, por quê, mas na brincadeira, de leve, sem inquisição. Se houver alguma pergunta que ela queira fazer, esse é o momento que ela vai abrir.

(Mani)

O Pedro é fissurado por esses bonecos horrorosos, bola, carro. Mas às vezes ele brinca de fazer comidinha, de dar comidinha pra gente. E eu acho ótimo. É por essas e outras que tem homens que não ajudam em porra nenhuma dentro de casa. Porque crescem achando que "brincar de panelinha e casinha" não é coisa de menino.

(Renata)

Estimulam as meninas com os namoradinhos aos dois e três anos e aos seis se apavoram se a menina está dando beijo "de novela". Acham lindo menino pequeno falando palavrão, até que ele fala na frente da sogra ou da mãe.
Todo mundo confuso e confundindo as crianças.

(Mani)

Esse papo rola de vez em quando, sempre o dilema "se meu filho brincar de bonequinha vai virar mulezinha". Hoje em dia está mais fácil, as escolas têm brinquedos que estimulam a interação entre meninos e meninas e é muito comum ver, na escola de Melissa, meninos e meninas brincando na casinha de bonecas, no salão de maquiagem ou jogando bola. Outro dia eu estava fazendo um trabalho com um menino na escola e ele estava brincando de casinha com as colegas. Aí ele, que era o pai, ia sair pra trabalhar, mas "ah, o pai não tem graça, tem que sair pra trabalhar, quero ficar em casa" outra menina então disse: "então você é o pai desempregado que fica em casa enquanto a mãe trabalha" e outra "ou o pai que trabalha uma semana e folga outra".
Resumindo, no mundo moderno, onde a separação dos papéis está mudando, as crianças absorvem mais rápido a realidade do que a cabeça preconceituosa dos adultos.
Ah, nessa simulação a mãe que ia deixar o filho na creche suspirou aliviada: "ah, querido, ainda bem que você arranjou esse emprego e pode cuidar de nosso filho, não gosto de deixar ele com estranhos" e deixou o "bebê" com ele.

(Mani)

Tenho dois meninos, um de 12 e o outro de 10 anos.
Bem, sempre brincaram de carrinho, boneco, bola. Mas também de serem meus papais e cuidavam de mim, me dando comidinha na boca e me pondo pra dormir no colinho deles.
Também adoram me ajudar na cozinha. Querem cozinhar. Tenho deixado na medida que vejo que não vão correr nenhum risco de acidente. Enrolam bolinhos, montam lasanha, mexem a massa na panela (aí tenho medo) e por aí vai.
Mas tem uma coisa muito engraçada. Eles têm uma noção de machismo e feminismo que eles mesmos foram percebendo. Por ex: quando passa aquela propaganda do sabonete que diz que homem sente mais calor que a mulher, o Gabriel acha machista hahahahaha. ¿ Só por que é homem tem que sentir mais calor? Não é machista mãe? Ou ainda ¿ Aqueles caras musculosos que usam regatas, é só pra conquistar as garotas, né? Tipo o Johnny Bravo, né mãe?
Eu acho engraçado, porque eu não faço campanha feminista e o pai deles é bastante participativo, então acho que daí eles já têm o parâmetro.

(Nina)

idealizado por
4:30 PM


Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

Porcaria não!

A Alice, que só foi provar refrigerante com mais de 2, não gosta mesmo: ela prova e faz aquela careta por causa do gás. Sinal de que tudo é questão de hábito. Podem olhar: em toda festa que não tem suco se repete aquela cena escabrosa: os menorzinhos tomando coca na mamadeira. Cara, daqui a uns anos, quando o mundo estiver mais consciente, isso vai ser crime. Que nem vender bebida alcóolica pra menor. Eu fico cho-ca-da, não tem jeito de me acostumar com essa falta de noção. E aquele povo que fala "nossa, mas ela tá com vontade... coitada!". Pra esses eu sempre respondo: "se fosse um copo de cachaça, e seu filho estivesse querendo beber, você daria, só porque ele está com vontade'?! Para mim é a mesma coisa: se eu sei que faz mal, eu não dou, nem que ela peça."

***

Agora eu também acho que quem deixa o filho tomar é porque não tem total convicção do mal que aquilo faz. Porque quando a gente TEM CERTEZA ABSOLUTA, de coração, que uma coisa é péssima e faz mal, é muito, muito fácil recusar. E esse "não" não faz mal nenhum, pelo contrário: é um não amoroso, um não para o bem. O que eu sinto é que muito pais no fundo acham que não faz tão mal assim, que essas porcarias todas no fundo não têm tanto problema (eu mesma sou assim com muita coisa, até acho que faz mal, mas não tenho aquela convicção profunda, que te dá força pra lutar pelo que acredita). E, sem convicção, realmente não dá para sustentar um "não". Se a mãe tem CONVICÇÃO de que refrigerante é uma bosta MESMO, eu acho que a filha dela vai entender e admirar isso um dia (claro que antes vai se rebelar, porque o papel dos filhos, chega uma hora que é esse mesmo: questionar todas as convicções dos pais). Enfim. O importante é estar tentando acertar, seja qual for sua convicção. O pior pra mim é quem não liga, quem desiste, tipo "ah, não tem jeito mesmo, deixa pra lá". Essa pra mim, é a pior atitude.

(Ju Sampaio)

Sou viciada em refrigerante, da mesma forma que meu marido é viciado em cigarro. Sim, eu estou comparando Coca-Cola com cigarro.
Na minha casa tem Coca-Cola, na minha casa tem maço de Free. O Vítor não chega perto de nenhuma das duas coisas.
Se meus pais tivessem tido a preocupação de não me oferecer refrigerante, eu não seria viciada hoje. É isso mesmo, gente, eu acho que refrigerante vicia tanto quanto qualquer outra droga química, eu não consigo ficar um dia sem, o maior sacrifício que eu fiz na gravidez foi ficar sem Coca Light e assim que o Vítor nasceu voltei a beber, mesmo durante a amamentação.
Pode não ter efeitos tão nocivos quanto a nicotina, embora isso a gente não saiba. Mas é vício mesmo. Eu bebo, infelizmente, Coca-Cola todo dia, mas enquanto puder manter meu filho longe dessa droga eu vou insistir nisso.

(Monix)

Sobre refrigerantes: não acho legal oferecer, principalmente na fase em que a criança está criando hábitos alimentares. Fora isso, eu sou meio ultrapassada. Procuro não consumir muitos produtos dessas big multinacionais, pois são extremamente nocivas pra nossa economia. Até suco de caixinha, quando eu compro, é o fabricado por uma cooperativa aqui da minha região. Sempre dou preferência para produtos regionais e não compro no Carrefour.

(Carol)

Eu sou a maior neurótica com essa coisa das balas e bobagens de comer. Enquanto eu pude 'não apresentar' bala, biscoito recheado e afins pra Lia, eu não apresentei. E muita coisa ela não conhece até hoje. Eu patrulho as vovós, recolho pirulitos que vêm em embalagem de presente de algumas lojas, intercepto lojistas simpáticos que chegam com balinha. Não que tudo seja proibido o tempo todo. Fim de semana rola da gente tomar sorvete, em festinha de aniversário eu libero geral. Mas acho importante criar hábitos alimentares legais, e então no dia-a-dia, entre as refeições, a Lia só come fruta.

***

Acho que todo mundo aqui sabe que não dá pra criar 'crianças da bolha', que muitos fastfoods virão pela frente. Mas não custa conter os exageros, né? Sei de filhos de conhecidos que com dois anos de idade reconheciam o logo do Bob's e McDonald's e os pais achavam bonitinho... Sei lá, eu não aprovo isso.

(Dani K)

O que as pessoas não entendem sobre balas é que você não está fazendo mal à criança não dando aquilo para ela! É exatamente o contrário! E se a criança tem "tesão de abrir pacotinho", dá figurinha pra ela!

(Dedéia)

Se a bala for inevitável, procure as balas de alga, aqui no Rio vende no Mundo Verde. A bala é até meio grande, mas dá para a criança partir com o dente, é molinha e bem gostosa, além de colorida. Se ela estiver a fim de abrir e comer bala, você tem algo a oferecer menos nocivo que essas balas de açúcar. Você pode comprar um saquinho e andar com ele na bolsa, se alguém oferecer bala na rua você troca pela de alga e pronto!

(Monix)

Uma coisa que eu penso sobre alimentação é: por que todos pensam que o trash-food é bom? Por que as crianças têm que gostar daquilo? Por quê outras coisas não podem ser oferecidas?
O Pedro adora Trio e passinhas. Quando vamos a praia, ou num passeio, sempre levo comigo. Muita gente estranha, mas não estranhariam se fosse chocolate... Perguntam: "ué, mas ele gosta disso??". Aí eu digo: você já ofereceu alguma coisa diferente de bala e biscoito pra criança? Eles também gostam, não é incrível?!

(Dedéia)

O chocolate amargo ou meio amargo não contém nem leite nem açúcar. Sei disso porque o Ramiro também teve aos 2 anos a intolerância ao leite de vaca e tivemos que suspender TUDO, mas TUDO mesmo que contivesse leite. O médico (homeopata e terapeuta de florais)sugeriu o chocalate por essas características, além do mais ele contém ferro e combate anemia. Claro que sem exagero, né.
Até hoje eu compro o chocolate em barra e os meninos pedem para comer um pedacinho. Só comem se eu deixo. Pode? Ainda tô podendo! E olha que eles já são pré-adolescentes.

(Nina)

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5:36 PM

Refluxo

Na criança que tem refluxo, o líquido ingerido volta, mas não a ponto de sair (deu pra entender?) e nesse processo acaba formando a secreção que causa a tosse e pode causar a pneumonia.

(Simone)

O refluxo pode também dar otite e outras ites, pelo mesmo motivo que a Simone colocou, além de provocar azia e deixar a criança nervosa.

(Ana Paula)

A Gabriela tem refluxo forte, entorna todo o leite que mama e portanto tem fome o tempo todo. Nos primeiros tempos mamava de hora e meia em hora e meia, ou seja eu não fiz mais nada durante 3 meses a não ser dar o peito... Agora com os remédios ela esta um pouco melhor, mama de 2 em 2 horas.

(Meg)

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3:16 PM

Dicas de viagem

Brinquedinhos no carro, CDs de historinhas, água e alguma comida (tipo biscoito de polvilho ou coisas fáceis de comer) pros momentos de emergência-descontrol.
Tentem fazer paradas mais freqüentes, tipo de 1 em 1h, pra tirar a moça um pouco da cadeirinha, trocar fralda e tal, e se der viaje num horário que encaixe com o do soninho dela, porque facilita as coisas.

(Dani K)

Biscoitos pra fazer farofa, pra fazer farofa-fa, papinhas prontas eu recomendo (levei estoque pra todos os dias da viagem à Bahia, caso não encontrasse alternativas, mas dei muito arroz com feijão e peixinho/carninha/leguminho de restaurantes a quilo que encontrava pelo caminho), a musiquinha, quanto mais familiar possível, melhor, e prepare-se para ouvir a mesma música (e por que não historinhas?) N vezes.
O negocinho para amparar a cabeça é ótimo. Dão muita aflição as posições esdrúxulas que a cabeça das crias assumem quando dormem sentadas.
E nestas horas o melhor é apelar para tudo o que encontrar de descartável. Quebra o maior galho e ajuda a não esquentar a cabeça.

(Petita)

É legal levar muita comida (biscoito, banana, suco) e muita diversão (brinquedos, etc). Comida de potinho funciona. Por outro lado, ficar um dia sem almoçar ou jantar não vai fazer mal algum, até porque, na viagem, as crianças acabam se empaturrando de coisinhas.
Eu já levei a minha Cecília pra Curitiba e para um canyon aqui do Paraná (ambas as viagens duraram de cinco a seis horas). É legal parar bastante. Eu sempre vou inventando brincadeiras pra ela se distrair. Dá super certo. Só não se iluda com a cadeirinha, porque ela não vai querer ficar o tempo todo lá.

***

Outra coisa: eu comprei uma lancheira térmica pra levar em viagens. Coloco umas pedras de gelo num saco plástico dentro e carrego suco, frutas e até mesmo a papinha. Chega geladinho no destino. Dá até pra pedir pra esquentarem a comida na parada, se for o caso. Aquelas bolsas de carregar mamadeira também servem pra esse fim. São até mais baratas.


(Carol)

Eu levava arroz integral, porque não estraga (além dos biccoitos, bananas, maçãs), sanduíches com queijo embrulhados num pano de prato úmido, um garrafão de suco e outro de água. Nas paradas, sucos frescos e água de coco.

(Mani)

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2:54 PM